terça-feira, 15 de setembro de 2009

Maria, Mulher das Dores


Ó mulher forte,
Que na fidelidade ao chamado do Senhor
Estiveste firme ao pé da cruz
Daquele
Que veio a este mundo
Amar os pecadores e pobres.

Ó mulher pobre,
Que educaste com amor e confiança
O menino Verbo de Deus feito carne,
Aquele
Que se tornou igual a nós
Amando-nos até as últimas conseqüências.

Ó mulher da libertação,
Que foste fecundada pela força do Amor
E engravidando-te por inteira
Serviste
Ao Servo libertador de Javé
Seguindo-o fielmente nesta vida.

Ó mulher mãe dolorosa,
Que foste sensível ao desespero da falta de vinho
Na festa dos noivos de Caná,
Olha com ternura
O clamor das mães de nosso mundo
Que desesperadas clamam por dignidade.

Ó mulheres órfãs,
Mulheres mães solteiras,
Desempregadas e lavadeiras,
Presidiárias, prostituídas e excluídas,
Aprendei de Maria de Nazaré
A serem perseverantes no caminhar das regiões montanhosas da vida.

Virgem dolorosa ao pé da cruz,
Ensina-nos a amar Jesus
A fim de que não percamos a sensibilidade e a ternura
De sermos fiéis discípulos e missionários do Pobre de Nazaré,
Que espera por nós nas ruas e vielas da vida das mulheres e homens
Crucificados da história.


Tiago de França

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